As 7 fases do relacionamento

Posted: 23 de Março de 2011 in Casamento/Namoro/Sexo

As 7 fases do relacionamento

As 7 fases do relacionamento

Muita coisa muda do primeiro beijo até quando você e ele dividem o mesmo teto. Um deixa de ser novidade para o outro, acontece a grande briga abala-estruturas, a rotina vira realidade, vocês ficam íntimos demais… Se amor é novela, como diz Rita Lee, você vai saber garantir o sucesso da sua em todas as fases pelas quais a maioria dos casais passa.

De repente, no meio de um monte de gente, seu olhar cruza com o dele (o homem que é seu número exato) e você perde o fôlego e o rumo de casa. A partir de agora, se tudo der certo, podem estar começando os seis meses mais excitantes da sua vida. E, se tudo der mais certo ainda, daqui a um ano e meio – ou mesmo três anos, olha que delícia! -, a conexão amorosa de vocês não terá mudado nadinha.

Parece bom demais para ser verdade? Bem, então, muita calma nessa hora. Segure o entusiasmo por alguns instantes, porque precisamos esclarecer uma coisa: para chegar a um final feliz, tudo depende de como vocês se comportam no auge da paixão e diante das crises que vão surgir. A experiência dos terapeutas mostra que entre o “Não acredito!” (quando a gente bate o olho num homem que nos tira do sério) e o “Claro que acredito!” (quando a gente percebe que a coisa é séria, sim) a maioria dos relacionamentos passa por sete fases. Não vamos chamá-las de críticas, essa palavra meio assustadora, mas de decisivas. Sorte sua que os especialistas nos explicaram cada uma delas e o jeito de vencer seus desafios.

1. No incrível mundo da fantasia

Seu desafio: Manter os pés no chão quando a cabeça está nas nuvens.

Desde o dia em que ficaram (há mais ou menos duas semanas), você vive em estado de puro êxtase. Não é para menos. Nenhuma droga no mundo é tão poderosa ou provoca euforia tão duradoura quanto a paixão. E olha que nem é maneira de dizer, não. Ela dá mesmo um barato químico instantâneo. Bastam 60 segundos para ativar um circuito cerebral, o dopaminergético, também conhecido pelo nome bem mais romântico de circuito do prazer ou da recompensa. Trata-se do mesmo mecanismo disparado toda vez que um dependente usa drogas de verdade, explica o psiquiatra Marco Aurélio Romano-Silva. O que leva alguns especialistas, como a psicóloga e antropóloga Helen Fisher, da Universidade Rutgens, de Nova Jersey, EUA, a garantir que os seres humanos são biologicamente programados para se apaixonar.

Nesse estado alterado, não é de admirar que você comece a achar que sua felicidade depende desse homem. Que ele vai resolver sua vida – como se isso fosse possível. Acontece que não está no mapa a quantidade de mulheres que esperam tal milagre e fazem qualquer coisa para se tornar merecedoras de tão grande dádiva. Nessa qualquer coisa ocupa primeiríssimo lugar a tendência a se anular. Veja bem, o que a torna particularmente perigosa é que não se trata de uma decisão consciente. Vai acontecendo aos poucos, sempre “em nome do amor”. Você inicialmente não faz nada sem incluir o amado; depois, vai se afastando dos amigos; mais adiante, passa a gostar do que não gosta, só para agradar; e finalmente deixa de viver sua vida. O que você precisa fazer se resume a três palavras: abra o olho. Homem nenhum vale isso e relacionamento nenhum pode ser feliz assim.

2. Xiii, ele veio com defeito!

Seu desafio: Avaliar se dá ou não para conviver com o que você não gosta nele.

Quem já se apaixonou sabe que a nossa tendência é ver no outro todas as qualidades que queremos que ele tenha. Focadas no nosso próprio desejo, passamos a sofrer de uma espécie de estrabismo emocional; na melhor das hipóteses, um caso crônico de visão tubular. Ora, o fato de seu novo amor não ser do jeitinho que você gostaria não o desqualifica como forte candidato a “homem dos seus sonhos”. Desde que você não leve os tais sonhos a ferro e fogo. Até porque chegará o dia em que vai descobrir que ele não é tão perfeito: às vezes, erra na roupa, não abre a porta do carro para você, chega atrasado ao cinema, comete uma ou outra grosseria e mesquinharia, e por aí vai.

Para evitar decepções mais tarde, jogue para escanteio a aura de romantismo e observe quem é de verdade o sujeito por quem está apaixonada. Os psicólogos sugerem algumas atitudes: pare de arranjar desculpas para comportamentos dele que a desagradam. Não é crime lesa-paixão admitir que o amado tem defeitos, problemas, dificuldades. Fique de olho na maneira como se comporta com as outras pessoas – em especial, amigos e familiares. “Se decidir ficar com ele apesar de tudo, sinal de que as ilusões caíram por terra e a paixão está virando amor”, diz a psicoterapeuta Suzy Camacho.

3. Acabou-se o doce da novidade

Seu desafio: Aprofundar a relação.

Se existe mesmo amor, ele deve aumentar à medida que vocês se conhecem mais. Os especialistas são unânimes a respeito. O diabo é que a gente costuma achar que, quando acaba a novidade, a rotina se instala… e Deus me livre e guarde disso! Mas vamos analisar melhor a situação. O que um já conhece do outro? Você sabe, por exemplo, que seu namorado odeia lugares lotados, liga sempre às 10 da noite, vai encontrá-la no fim de semana e nunca às quartas-feiras porque tem futebol. Ele, por sua vez, sabe que o seu cabelão lindo é resultado de um alisamento japonês que custou os olhos da cara, que você faz questão de almoçar domingo na casa dos seus pais e que tem vontade de furar o olho de certa colega de trabalho.

Isso significa se conhecerem melhor, mas está longe de ser se conhecerem bem. Significa que já existe uma base para começarem a fazer as descobertas mais importantes e profundas. Agora, se você encarar tal fase como o beijo da morte do romantismo, aí a coisa pode naufragar mesmo. “Não veja a rotina como algo negativo”, aconselha a terapeuta de casais Amélia Nascimento. “Ela dá segurança. Você fica mais tranqüila e tem mais chance de descobrir o que realmente interessa. Que ele, por exemplo, sempre foi um cara ponta firme nos estudos e no trabalho. Saber do passado dele, entender sua relação com os pais e vice-versa. É a hora de amadurecer o namoro. Esse momento pode se tornar uma aventura emocionante e, acredite, os dois vão crescer.”

4. Depois daquela briga

Seu desafio: Sair dela com o amor fortalecido.

O homem da sua vida jamais daria um grito ou bateria de frente com você? Saiba que é exatamente o contrário. Casais começam a brigar porque ambos já se sentem confortáveis um com o outro para arriscar estabelecer o espaço de cada um e deixar claras suas opiniões. Gênero: “Gosto assim e você está fazendo assado; pode parar!” Portanto, não fique assustada nem pense que a relação está abalada, avisa Suzy Camacho. E, para tranqüilizá-la ainda mais, ela esclarece: “A briga pode ser sinal de que estão mais seguros e, por isso mesmo, mais à vontade para discutir certos assuntos delicados que até agora foram deixados de lado por receio de botar tudo a perder”.

Onde tem amor, tem discussão, e até um quebra-pau ocasional. Inclusive porque, como você já sabe – ou deveria saber -, o fato de terem nascido um para o outro não quer dizer que são iguais. Convenhamos, isso não existe. E se existisse seria um tédio, não é não? Quando os ânimos se exaltarem e bater a dúvida cruel sobre o que representa tal confronto, lembre-se da seguinte comparação de Suzy Camacho: sabe quando você briga feio com uma amiga de infância consciente de que a amizade não vai acabar por causa disso? É a mesma coisa. Se chegarem a um acordo, poderão sair fortalecidos da experiência. E (oba!) o amor vai subir mais um degrau.

5. O futuro a vocês pertence

Seu desafio: Descobrir se é com ele que vai ter uma vida a dois.

Nós, mulheres, somos particularmente mestras em entrar num relacionamento com expectativas irreais. O terapeuta americano Paris Finner-Williams, autor de vários livros sobre o tema, é um desmancha-prazeres de carteirinha: quando uma paciente aparece no consultório dele inebriada de encantamento, já fazendo planos de casar e ser feliz para sempre, é aconselhada a desacelerar e esperar pelo menos seis meses para ver no que dá. A idéia é deixar que as emoções e também o organismo criem uma espécie de resistência à loucura da paixão. Tudo indica, porém, que você já deu o tempo necessário, passou com louvor por várias etapas e decidiu, com a cabeça no lugar: ele é o cara.

Nada mais natural que começar a sentir falta de alguma coisa. O presente é maravilhoso, mas quer fazer planos ao lado dele. Ou seja, comprar apartamento, casar, ter filhos. Por mais intimidada que se sinta, está na hora de conversar sobre o assunto. Não se trata de dar um ultimato ao rapaz, e sim de descobrir se ele quer o mesmo que você. Afinal, seu amado passou pelas mesmas fases do amor e, se não pensa em sair da casa da mamãe tão cedo ou acha precipitado tomar qualquer decisão, há fortes indícios de que não é o cara. Teoricamente, explica a psicoterapeuta Suzy Camacho, nessa etapa o amor deve estar mais sedimentado, os dois já perceberam que podem ter uma vida juntos e ambos deveriam estar preparados para seguir em frente.

6. Dois ou… um?

Seu desafio: Manter a individualidade.

Nos primeiros meses sob o mesmo teto, o clima é de lua-de-mel, de “o amor é lindo”, e, justamente por causa disso, você corre o risco de sofrer uma recaída e ir parar lá na fase número 1 (em que a tendência a se anular é um dos maiores perigos). Com a agravante de encontrar mil e uma justificativas para abrir mão de hábitos gostosos da vida de solteira sem dó nem nenhum saudosismo. Afinal, agora vocês são casados! Portanto, o banheiro de um é do outro também, o problema de um é do outro também, a conta da luz é de um e do ouro também… Haja negociações e concessões. Mas isso não quer dizer que você deve viver apenas em função da vida a dois e se esquecer de quem você era antes de dividir o colchão com ele.

A primeira providência é colocar porta afora a ilusão de que, de agora em diante, farão tudo juntos. De braço dado com a ilusão, mande embora a culpa. Você pode não se sentir tão à vontade para ir a uma happy hour com as amigas, já que ele ficará em casa esperando. Ou para passar o sábado no cabeleireiro, porque ele está a fim de um cineminha. Isso é natural. O que não pode é deixar de fazer o que sempre fez e lhe dá prazer. Vá à happy hour e ao cabeleireiro com menos freqüência, combine com ele uma forma de adaptarem os hábitos de cada um à vida de casal. “Manter a individualidade é importante para que, depois de algum tempo, vocês não se sintam sufocados e o relacionamento se torne insuportável, vire uma prisão e… acabe”, alerta Suzy Camacho.

7. Dormindo com o amigo

Seu desafio: Manter aceso o desejo sexual.

Sabe aquele delicioso pijama velho (e meio surrado) que você jurou jamais vestir na frente dele? Agora, a tentação de usar será braba. Não é que não ligue mais. É que ambos já têm tal grau de intimidade que detalhes como esse não parecem importantes. E não são mesmo, porque entraram naquela fase de um cuidar do outro de um jeito diferente da época do namoro. Ele se preocupa se você chega tarde em casa, você se preocupa se ele trabalha demais e não come direito. Surgiu um carinho que parece de pai e filho. O que é bom, pois mostra a força da relação. Mas também pode ser perigoso, pois vocês correm o risco de ficar mais amigos do que amantes.

Claro que, nesta fase, nenhum dos dois espera demonstrações explícitas de sensualidade 24 horas por dia. Mas a relação precisa ser esquentada de vez em quando. Tipo usar o pijama caindo aos pedaços numa noite e absolutamente nada na noite seguinte. Tipo inventar brincadeiras na cama, como “Vamos ver quanto tempo a gente consegue ficar só se acariciando antes de partir para os finalmentes?” Tipo voltar aos lugares onde viveram grandes momentos de pura paixão. Amor é novela, diz Rita Lee. E novela só faz sucesso se tiver personagens encantadores e a dose certa de audácia e mistério, concorda?

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