Petrobras

Posted: 23 de Março de 2011 in Marcas ou Empresas e gigantes da construção

Petrobras

Petrobras
Petróleo Brasileiro S.A.
Logo petrobras.gif
Slogan O desafio é a nossa energia.
Tipo Sociedade Anônima (Bovespa:PETR3/PETR4) (NYSE: PBR / PBRA) (Latibex:XPBR / XPBRA)
Fundação 3 de Outubro de 1953 (57 anos)
Sede Brasil, Rio de Janeiro, RJ
Pessoa(s) chave José Sergio Gabrielli de Azevedo
(presidente atual)
Empregados 74 240.[1] (2009)
Indústria Petróleo , Gás , Energia e Biocombustível
Produtos Combustíveis, Derivados de Petróleo e GLP
Valor de mercado Green Arrow Up.svg US$ 295,6 bilhões (2008)
Lucro Green Arrow Up.svg R$ 35,189 bilhões (2010)
Faturamento Green Arrow Up.svg US$ 128 bilhões (2008)
Website www.petrobras.com.br

A PetrobrasPetróleo Brasileiro S/A é uma empresa de capital aberto (sociedade anônima), cujo acionista majoritário é o Governo do Brasil (União). É, portanto, uma empresa estatal de economia mista.[2] Fundada em 3 de outubro de 1953 e sediada no Rio de Janeiro, opera hoje em 28 países, no segmento de energia, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo e seus derivados, no Brasil e no exterior. Seu lema atual é “Uma empresa integrada de energia que atua com responsabilidade social e ambiental”.

A empresa está em segundo lugar no ranking das maiores petrolíferas de capital aberto do mundo. Em valor de mercado, é a segunda maior empresa do continente americano [3] e a quarta maior do mundo, no ano de 2010.[4] Em Setembro de 2010, passou a ser a segunda maior empresa de energia do mundo, sempre em termos de valor de mercado, segundo dados da Bloomberg e da Agencia Brasil.[5][6][7]

Índice

 O nome da empresa

Originalmente Petrobrás, o nome da empresa é alterado para Petrobras, apesar da terminação oxítona em ‘a’, (seguida de ‘s’), obedecendo a Lei nº 7.565 de 1971, em acordo com a Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa, segundo as quais nenhuma sigla é acentuada na língua portuguesa. Em dezembro de 2000 foi anunciada uma alteração: o novo nome fantasia seria Petrobrax, que alegadamente seria mais adequado à pronúncia da língua inglesa, já que a empresa tornava-se importante internacionalmente. Seria também uma maneira de expandir sua operação de varejo na América Latina (postos de gasolina) contornando uma negativa imagem imperialista que o Brasil exerce sobre seus vizinhos[carece de fontes?]. No entanto, houve uma forte rejeição no meio político e entre os funcionários da empresa, bem como entre a população brasileira em geral, pois isso representaria o abandono do sufixo bras (de Brasil). No início de 2001, a diretoria abandonou definitivamente os planos de alterar o nome da empresa.

Em 1997, a marca da Petrobras para uso fora da América do Sul foi modificada. A cor do logotipo Petrobras foi alterada de verde para um azul da escala especial pantone. Entretanto, devido à continuidade do processo de internacionalização da companhia – particularmente no segmento Abastecimento -, com a abertura das primeiras estações de serviço na Bolívia, em 2001, novo ajuste foi realizado, passando-se a utilizar fora do Brasil somente o logotipo Petrobras em azul, sem o símbolo BR.

 História da Petrobras

Edifício Sede da empresa no centro da cidade do Rio de Janeiro.

Fundada no dia 3 de outubro de 1953 pelo então presidente Getulio Vargas, com a edição da Lei Nº 2.004, a criação da Petrobras foi formalizada. Suas atividades foram iniciadas com o acervo recebido do antigo Conselho Nacional do Petróleo (CNP), que manteve sua função fiscalizadora sobre o setor.

As operações de exploração e produção de petróleo, bem como as demais atividades ligadas ao setor de petróleo, gás natural e derivados, à exceção da distribuição atacadista e da revenda no varejo pelos postos de abastecimento, foram conduzidas pela Petrobras de 1954 a 1997. Durante esse período, a Petrobras tornou-se líder em comercialização de derivados no país.

Depois de exercer por mais de 40 anos, em regime de monopólio, o trabalho de exploração, produção, refino e transporte do petróleo no Brasil, a Petrobras passou a competir com outras empresas estrangeiras e nacionais em 1997, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou a Lei N° 9.478, de 6 de agosto de 1997. Tal lei regulamentou a redação dada ao artigo 177, §1º da Constituição da República pela Emenda Constitucional nº9 de 1995, permitindo que a União contratasse empresas privadas para exercê-lo.

A partir daí foram criadas a Agência Nacional do Petróleo (ANP), responsável pela regulação, fiscalização e contratação das atividades do setor e o Conselho Nacional de Política Energética, órgão encarregado de formular a política pública de energia.

Plataforma petrolífera P-20, da Petrobras: a exploração de petróleo em águas profundas tornou a empresa referência mundial.

Em 2003, coincidindo com a comemoração dos seus 50 anos, a Petrobras dobrou a sua produção diária de óleo e gás natural ultrapassando a marca de 2 milhões de barris, no Brasil e no exterior.

No dia 21 de abril de 2006, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início à produção da plataforma P-50, no Campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos. Nesta época, após 53 anos de operação e trabalho da empresa, o Brasil chegou a atingir uma temporária autossuficiência em petróleo (posteriormente perdida devido ao aumento de consumo).

Além das atividades da holding, o Sistema Petrobras inclui subsidiárias – empresas independentes com diretorias próprias, interligadas à sede. Além disso, há o Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que adquiriu renome internacional nos últimos anos pelas tecnologias que desenvolve.

 Cronologia da produção de petróleo no Brasil

  • 1897: O fazendeiro Eugênio Ferreira de Camargo explora o que seria o primeiro poço de petróleo do Brasil, na região de Bofete, no estado de São Paulo, porém só é encontrada água sulfurosa.
  • 1938: Criação do Conselho Nacional do Petróleo (CNP), que considera as jazidas minerais bens da União, mesmo sem terem sido localizadas.
  • 1939: Descoberto petróleo no subúrbio de Lobato, em Salvador (Bahia), região que viria a ser a primeira grande reserva nacional do Brasil.

Poço de petóleo em Paraguaçu Paulista.

  • 1953: Getúlio Vargas sanciona em 3 de outubro a Lei Nº 2004, que criou a Petrobras. A instituição foi fruto de uma intensa campanha cujo lema foi “O Petróleo é nosso“.
  • 1955: Primeiro poço de petróleo perfurado na Floresta Amazônica.
  • 1955: Criação do Centro de Aperfeiçoamento e Pesquisa da Petrobras (Cenap).
  • 1961: Divulgado o relatório Link, que apresenta dados pessimistas sobre as reservas terrestres do país.
  • 1963: criação do Cenpes, com o objetivo de atender exclusivamente às atividades de pesquisa e desenvolvimento.
  • 1968: Primeira descoberta de petróleo no mar, no Campo de Guaricema, em Sergipe.
  • 1968: Perfurado o primeiro poço submarino na Bacia de Campos, RJ, onde se descobriram cerca de 85% da produção nacional de petróleo.
  • 1973: O primeiro choque do petróleo. A crise do petróleo foi fator decisivo para o desgaste do “milagre brasileiro”, que era o projeto econômico da fase mais repressiva da ditadura militar (1969-1974).
  • 1973: O Centro de Aperfeiçoamento e Pesquisa da Petrobras (Cenap) muda-se para uma área maior, com 122 mil metros quadrados, cedida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na Ilha do Fundão, onde está instalado até hoje.
  • 1974: Descoberto petróleo na Bacia de Campos.
  • 1974: O Campo de Garoupa, então primeira descoberta na Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro, é transformado em laboratório para as tecnologias desenvolvidas no Cenpes.
  • 1975: Adoção dos contratos de risco, assinados entre a Petrobras e empresas privadas para intensificar a pesquisa de novas jazidas.
  • 1976: Criada a subsidiária Petrobras Comércio Internacional S.A. Interbras para exportar produtos brasileiros, auxiliando na obtenção de divisas para a importação de petróleo, e ainda para trocar produtos brasileiros por petróleo cru, junto aos países exportadores de petróleo.
  • 1976: Lançamento, no mercado nacional, da linha LUBRAX, com mais de cem produtos com diversas aplicações na área automotiva, na indústria, na aviação, no setor ferroviário e marítimo. Neste mesmo ano, é criada a Engenharia Básica da Petrobras.
  • 1976: Execução do primeiro projeto básico de FCC (Fluid Catalytic Cracking – Craqueamento Catalítico Fluido), um processo de conversão hoje bastante aplicado ao Refino.
  • 1978: Mapeamento geológico da costa nacional, que passou a ser referência para a Marinha brasileira.
  • 1979: O segundo choque do petróleo.
  • 1985: Firmado o acordo para implantação da Fábrica Carioca de Catalisadores, e criada a Divisão de Catalisadores, no Cenpes, para dar suporte ao desenvolvimento de produtos e à produção de catalisadores de FCC.
  • 1986: Intensificação das pesquisas em águas profundas, com investimentos pesados na Bacia de Campos.
  • 1986: Início da exploração na Floresta Amazônica em níveis comerciais, no município de Coari, próximo ao Rio Urucu, na chamada Província Petrolífera de Urucu.
  • 1986: Descoberta do campo de Albacora Leste.
  • 1986: Lançamento do primeiro PROCAP – Programa de Desenvolvimento Tecnológico de Sistemas de Produção em Águas Profundas até 1000m.
  • 1989: O primeiro recorde mundial é atingido com a perfuração de poços de lâminas d’água superiores a 1200 metros e produção a profundidades de cerca de 400 metros.
  • 1990: Extinta a Petrobras Comércio Internacional S.A. – Interbras pelo governo do Presidente Fernando Collor de Mello, a 16.03.1990, 1º dia do início de seu mandato, de acordo com seu programa de reduzir a presença do Estado na economia brasileira. (Na mesma data diversos outros órgãos e empresas do Estado foram extintos – ver Governo Collor)
  • 1990: Criação do programa tecnológico de recuperação avançada de petróleo – Pravap.
  • 1992: Consolidação do Cenpes como o maior Centro de Pesquisas da América Latina, vencedor do prêmio mais importante do setor petrolífero mundial, o Offshore Technology Conference.
  • 1993: Lançamento do PROCAP-2000 – Programa de Desenvolvimento Tecnológico de Sistemas de Produção em Águas Profundas até 2000m.
  • 1994: Entra em operação a primeira plataforma semi-submersível totalmente desenvolvida por técnicos da Companhia, a Petrobras XVIII, no Campo de Marlim, na Bacia de Campos.
  • 1996: Aperfeiçoamento da análise e integração de dados geológicos e geoquímicos, permitindo o aumento da precisão da atividade de exploração.
  • 1997: O governo sanciona a Lei 9.478, quebrando o monopólio da Petrobras.
  • 1997: Primeiro milhão de barris diários.
  • 1997: Desenvolvida nova fórmula do óleo diesel que reduziu em 50% o teor de enxofre.
  • 1999: Recorde mundial na produção petrolífera em águas profundas, atingindo 1.853 metros de profundidade, no Campo de Roncador (RJ).
  • 2000: Novo recorde mundial na produção em águas profundas (1877 metros).
  • 2000: Lançamento do PROCAP-3000 – Programa Tecnológico da Petrobras em Sistemas de Exploração em Águas Ultraprofundas (até 3000m) – Marco para chegar a descoberta do Pré-Sal[8].
  • 2001: Desastre da plataforma P-36.
  • 2001: A Petrobras conquista pela segunda vez o prêmio da Offshore Technology Conference, graças ao projeto de desenvolvimento do Campo de Roncador.
  • 2001: Assinado o contrato de construção da plataforma P-50.

Modelo de bomba de petróleo (Unidade de Bombeio Mecânico vulgarmente conhecido por “cavalo de pau”) da empresa na Universidade Federal do Rio Grande do Norte em Natal.

  • 2003: Compra da Perez Companc Energía (PECOM Energía S.A.), a segunda empresa petroleira da Argentina, com operações na Bolívia, Peru, Venezuela e Brasil.
  • 2006: Começou, oficialmente, a operar no Paraguai.
  • 2006: O Brasil alcança a autossuficiência temporária em petróleo, e inicia-se a produção da plataforma P-50, no Campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos.[9]
  • 2007: Descobre a maior jazida de óleo e gás natural do país, no campo petrolífero de Tupi, na Bacia de Santos, com volume de aproximadamente 5 bilhões a 8 bilhões de barris, ou 12 bilhões de barris de óleo equivalente (boe – medida que engloba óleo e gás).
  • 2008: Em primeiro lugar no ranking, com a pontuação de 92,25%, foi reconhecida através de pesquisa da Management & Excellence (M&E) a petroleira mais sustentável do mundo. Descobertas as acumulações de Tiro-Sídon de óleo leve em águas rasas na Bacia de Santos.
  • 2009: Passa do vigésimo para o quarto lugar entre as empresas mais respeitadas do mundo, de acordo com o Reputation Institute.[10]
  • 2009: Em maio, inicia produção de petróleo em Tupi,[11] com uma interrupção em julho[12] e retomada em setembro.[13]

 Lucratividade e desempenho em bolsas de valores

Gráfico mostrando informações sobre as operações globais da Petrobras.

Gráfico ilustrando a receita da estatal por ano.

Em 2007, a Petrobras obteve um lucro de 21,7 bilhões de reais, uma queda de 17% em relação ao seu recorde de 2006,[14] que foi o maior lucro da história da empresa e, segundo análise da consultoria Economática, foi o maior lucro nos últimos 20 anos jamais obtido dentre todas as empresas de capital aberto na América Latina.[15] O aumento da produção de petróleo, maior carga processada de óleo pesado nacional, maior utilização da capacidade de refino e aumento de preços são alguns dos responsáveis pelos resultados recordes. Seus sucessivos lucros são um dos grandes pilares na manutenção do superávit primário brasileiro, contribuindo a Petrobras assim, positiva e significativamente, com o equilíbrio das contas do Tesouro Nacional.

Em 2006, a Petrobras entrou para o seleto grupo de empresas cujo valor de mercado em bolsa supera cem bilhões de dólares.[16] A empresa estatal Petrobras foi a empresa de capital aberto mais lucrativa da América Latina nos nove primeiros meses do ano de 2007, constatou a consultoria Economatica. De janeiro a setembro desde ano, a Petrobras lucrou US$ 8,951 bilhões. O segundo lugar é da mineradora Vale do Rio Doce, com US$ 8,481 bilhões.[17] Em 21 de maio de 2007, a Petrobras foi eleita a oitava companhia mais respeitada do mundo segundo o Reputation Institute[18][19].

O valor das ações da Petrobras subiu 1200% entre maio de 1997 e junho de 2007 e a empresa obteve um lucro recorde em 2006 de 25,9 bilhões de reais [20], ano em que se tornou a oitava maior empresa de petróleo do mundo [21].

Arranha-céu da Petrobras na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo.

No dia 8 de novembro de 2007, após o anúncio da descobertas das reservas de Tupi [22], o valor internacional de mercado da Petrobras subiu 48,3 bilhões (US$ 28,3 bilhões) num único dia, com a confirmação da megarreserva de petróleo leve na Bacia de Santos. Seu novo valor internacional de mercado, R$ 385,1 bilhões (US$ 221,9 bilhões),[23] alçou a Petrobras à 6ª posição entre as maiores companhias nos Estados Unidos, à frente de gigantes como Procter & Gamble, Google, Berkshire Hathaway e Cisco Systems.[23] As ações preferenciais da Petrobras na Bolsa de Valores de São Paulo (código: PETR4) fecharam em alta de +16,44%. O papel, considerado uma Blue Chip (denominação dada aos papéis de destaque), não costumava apresentar altas significativas em um único dia havia bastante tempo. O número de negócios realizados foi de 32 613, com volume movimentado de mais de 3,35 bilhões de reais. As ações ordinárias (código: PETR3) também tiveram forte alta, +16,73%, com 5680 negócios. O fato determinante para este fenômeno foi a confirmação da descoberta de uma jazida gigantesca de petróleo no campo petrolífero de Tupi, na Bacia de Santos [24].

Durante todo o pregão deste dia, foram as ações da Petrobras que mantiveram o índice Ibovespa em alta, enquanto os papéis de muitas outras empresas despencavam, seguindo a baixa do índice Dow Jones.

Em 2008 a Petrobras ultrapassou a Microsoft, tornando-se a terceira maior empresa do continente americano em valor de mercado, segundo a consultoria Economática.[3] No mesmo ano a estatal tornou-se a terceira empresa mais lucrativa das Américas, exceto o Canadá, superando a Vale.[25]

Em setembro de 2010, de maneira a conseguir financiamento próprio para a exploração da camada de pré-sal,[26] a Petrobras realizou uma capitalizaçao de 120 bilhões de reais, através da oferta de ações no mercado financeiro, a maior já realizada no mundo.[27]

 Petrobras em números

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de batismo da Plataforma P-52, ao lado de funcionários da Petrobras em Angra dos Reis (RJ).

Dados referentes a 2008
  • Laboratórios – 226 [28]
  • Exploração – 63 sondas de perfuração (Terra e Mar)
  • Reservas – 11,19 bilhões de barris de óleo e gás equivalente (boe)
  • Poços Produtores – 13 174
  • Plataformas de produção em operação – 113
  • Produção Diária – 2 121 584 barris por dia – bpd de petróleo e LGN e 58,7 milhões m3 de de gás natural (média de dezembro de 2010)
  • Dutos – 25 197 km
  • Frota de Navios – 189 (54 de propriedade da Petrobras)
  • Postos de Combustivel – 7000 (incluindo Ipiranga)
Empresas do Grupo [1]
  • Petrobras Distribuidora S/A – BR, atua na distribuição de derivados de petróleo;
  • Petrobras Energía Participaciones S.A.
  • Petrobras Química S/A – PETROQUISA, que atua na indústria petroquímica;
  • Petrobras Gás S/A – GASPETRO, subsidiária responsável pela comercialização do gás natural nacional e importado
  • Petrobras Transporte S/A (TRANSPETRO), sua finalidade é operar a rede de transportes.
  • Downstream Participações S.A, que facilita a permuta de ativos entre a Petrobras e a Repsol YPF.
  • Petrobras International Finance Company – PIFCo

 Exploração de petróleo em águas profundas

Plataforma petrolífera P-51 da Petrobras, a primeira 100% brasileira.

A Petrobras é referência internacional na exploração de petróleo em águas profundas, para a qual desenvolveu tecnologia própria, pioneira no mundo, sendo a líder mundial deste setor. O seu projeto Roncador recebeu, em março de 2001, o “Distinguished Achievement Award – OTC’2001”, tornando-se uma referência tecnológica para o mundo do petróleo e confirmando a liderança da Petrobras em águas profundas [29].

A Petrobras bateu sucessivos recordes de profundidade por lâmina de água em extração de petróleo:

  • 174 m em 1977 no campo Enchova EN-1 RJS,
  • 189 m em 1979 no campo Bonito RJS-36,
  • 293 m em 1983 no campo Piraúna RJS-232,
  • 383 m em 1985 no campo Marimbá RJS-284,
  • 492 m em 1988 no campo Marimbá RJS-3760,
  • 781 m em 1992 no campo Marlim MRL-9,
  • 1027 m em 1994 no campo Marlim MRL-4,
  • 1709 m em 1997 no campo Marlim MLS-3,
  • 1853 m em 1999 no campo Roncador RJS-436,
  • 1877 m em 2000 no campo Roncador RO-8 e
  • 1886 m em 2003 no campo Roncador RO-21.

Em 2007 a Petrobras manteve o recorde mundial de profundidade em perfuração no mar, com um poço em lâmina d’água de 2777 metros. A Petrobras exporta tecnologia de exploração em águas profundas para vários países – a maioria dos métodos de colocação de tubos a grandes profundidades, como a instalação de risers flexíveis sem mergulhadores e os métodos de colocação vertical de sistemas de conexão em forma de “J” previamente amarrados à Árvore de Natal Molhada (ANM); na verdade, foram desenvolvidos em estreita colaboração com a Petrobras, e foram patenteados pela empresa francesa Coflexip.[30]

 Plataforma P-50

A P-50 é um FPSO, sigla de Floating, Production Storage and Offloading, unidade que possui a característica de produzir, processar, armazenar e escoar óleo e gás. Localizada no campo de Albacora Leste, ao norte da Bacia de Campos (RJ), a P-50 é a unidade flutuante de maior capacidade do Brasil, podendo produzir até 180 mil barris diários de petróleo e apresentando capacidade para comprimir seis milhões de metros cúbicos de gás natural e estocar 1,6 milhão de barris de petróleo. A plataforma tem comprimento de 337 metros, calado (altura submersa) de 21 metros e 55 metros de altura total (equivalente a de um prédio de dezoito andares).

A P-50 recebeu especial notoriedade entre as plataformas de produção da Petrobras em função do início de sua produção regular, em 2006, ter caracterizado a autossuficiência temporária do Brasil na produção de petróleo registrada à época, obtida após 53 anos de trabalho por parte da empresa e de diversos Governos Brasileiros, desde Getúlio Vargas.

Refinarias

Refinaria em Cochabamba, Bolívia, vendida a YPFB em 2007.

REPLAN, a maior refinaria em processamento de petróleo da Petrobras.

Instalações da REFAP em Canoas (RS).

Região Norte
Região Nordeste
Região Sudeste
Região Sul
Exterior
Outras unidades
Refinarias em Construção / Ampliação
Refinarias em estudo

 Campo petrolífero de Tupi

Localização do Campo petrolífero de Tupi em relação ao estado do Rio de Janeiro.

A Petrobras foi a primeira empresa petrolífera do mundo a explorar a camada pré-sal, uma camada que fica sob cerca de 2000 metros de sal marinho depositado no subsolo do leito oceânico.[31]

A Petrobras já identificou pelo menos dez reservas potenciais para explorar petróleo sob a crosta de sal, contendo reservas prováveis de 12 bilhões de barris de óleo equivalente (“boe” – medida que inclui óleo e gás). No bloco BM-S-11, onde estão os poços gigantes Tupi e Tupi Sul, outros dois reservatórios já foram encontrados, e batizados de Iara e Iracema. A empresa portuguesa Petrogal tem participação de 10% em Tupi. Além de Tupi, Tupi Sul, Iara e Iracema, a Petrobras e seus parceiros encontraram petróleo no poço Carioca (BM-S-9). As três últimas descobertas ainda não foram alçadas à categoria de campos petrolíferos, são chamados de prospectos, isto é, áreas onde há boas indicações da existência de reservas.[32]

A Petrobras anunciou, em 22 de agosto de 2008, que o custo de extração por barril das reservas de petróleo do pré-sal será “extremamente econômico”, de acordo com Antonio Carlos Pinto, gerente de concepção de projetos da Petrobras.[33] Porém, para sua extração, o preço do petróleo no mercado mundial precisa estar em um certo patamar, caso contrário a retirada de petróleo no pré-sal será inviável economicamente.[34]

Em 1º de maio de 2009, a empresa iniciou a produção de petróleo do pré-sal em Tupi, como parte do procedimento chamado “teste de longa duração”.[11] A produção foi interrompida em julho [12] mas é retomada em setembro de 2009, sem efeitos concretos até o momento.[13]

Campo petrolífero Carioca

O consultor da área de petróleo Arthur Berman, em um artigo na revista World Oil, estimou que o potencial do o bloco BM-S-9, conhecido como “Carioca”, seria cinco vezes maior que o megacampo de Tupi, ou cerca de 33 bilhões de barris, reconhecendo que esse número é “altamente especulativo”, mas “um palpite crível”.[35] Em uma conferência que proferiu dia 14 de abril de 2008 o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima, revelou esses dados aos brasileiros. Lima ressaltou que as informações são preliminares, oriundas de fontes da Petrobras. O BM-S-9 é operado pelo consórcio Petrobras, que tem 45% do campo, a British Gas, com 30%, e Repsol, com 25%. Lima declarou que …seria a maior descoberta feita no mundo nos últimos 30 anos e seria também o terceiro maior campo do mundo na atualidade. Este comentário gerou na ocasião grande especulação no mercado de petróleo.

No dia 14 de abril de 2008, a Agência Nacional de Petróleo divulgou que a Petrobras poderia ter descoberto o terceiro maior campo de petróleo do mundo.[35][36] O megacampo estaria localizado no bloco exploratório conhecido como Carioca, ou BM-S-9. A notícia, no entanto, ainda teria que ser confirmada. Antes mesmo da confirmação, as ações da empresa, que operavam em queda na Bolsa de Valores de São Paulo, chegaram a subir 6%.

 Patrocínio

Prédio da Petrobras próximo ao Maracanã, no Rio de Janeiro.

A Petrobras foi a primeira patrocinadora do Clube de Regatas do Flamengo.[37] Foi parceira do clube de 1984 até 2 de abril de 2009, quando o Clube de Regatas Flamengo oficializou a saída do patrocinador;[38] esta foi a parceria mais longa do futebol brasileiro.[39] Também patrocina o clube argentino Club Atlético River Plate, que, assim como o Flamengo, possui o nome do óleo Lubrax estampado em seu uniforme.

Na F-1, a estatal forneceu combustível e lubrificantes em 1981-1982 para a equipe Fittipaldi.

Porém, sua atuação de maior envolvimento ocorreu de 1998 a 2008, quando patrocinou a equipe Williams (1998-2008) e forneceu lubrificantes para a Jordan (2001-2002).

Além da F-1, a Petrobras também patrocina/patrocinou equipes da Stock Car, Fórmula Truck, F-3 Sul-Americana e a CART Series.

A empresa também conta com diversas ações de patrocínio nas áreas sociais, culturais e ambientais, tendo papel de destaque nas ações empresariais de responsabilidade social, no Brasil.

 Atividades internacionais

Em 2004 a Petrobras assinou um contrato para explorar um bloco petrolífero no Irã onde investiu 178 milhões de dólares até devolver a concessão em 2009.[40]

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